domingo, 22 de janeiro de 2012

AINDA BEM QUE SAI ANTES DISSO AI"

União com Kassab gera rebelião no PT
Setores à esquerda do partido em SP não aceitam negociação entre o prefeito, do PSD, e os líderes petistas em torno da eleição na capital.
21 de janeiro de 2012 | 20h 36
Fernando Gallo e Roldão Arruda, de O Estado de S. Paulo.

Preocupados com a aproximação do PSD atrás de uma possível composição nas eleições municipais, setores da base do PT-SP criticam a direção petista pela abertura das negociações e integrantes de tendências de esquerda até ameaçam deixar a legenda caso o acordo com a sigla dirigida pelo prefeito Gilberto Kassab prospere.
"Não admito acordo com esse prefeito e seu partido. Sou membro-fundador do PT e, caso isso ocorra, vou rasgar minha carteirinha e desfazer minha filiação", afirma Luiz Gonzaga da Silva, o Gegê, vice-presidente da Central dos Movimentos Populares. "Não posso aceitar acordos espúrios da direção do partido sem consultar a base."
Gegê afirma que vai defender o voto nulo se a aliança com o PSD se concretizar. "Vamos perder a eleição sem o apoio dele? Não importa. Prefiro perder conscientemente a ganhar e não governar. O PT já perdeu muito de seu projeto original por conta desse tipo de acordo."
As tensões na base petista têm origem na desgastada relação entre a atual administração e os movimentos populares de moradia e saúde.
Em 16 de julho do ano passado, em reunião que contou com cerca de 450 filiados, o setorial de habitação do PT-SP decidiu declarar Kassab "inimigo número 1 dos movimentos de habitação e dos sem-teto em São Paulo" e "recomendar ao PT em todas as suas instâncias que não realize nenhum tipo de aliança com este prefeito". O documento elaborado falava ainda em "encaminhar uma agenda de lutas para tirar este prefeito nefasto e seus aliados da prefeitura".
As principais críticas do setor de moradias referem-se a reintegrações de posse consideradas violentas pela base petista, a despejos e remoções levadas a cabo pela gestão Kassab e "à entrega da cidade pelo prefeito ao capital e à especulação imobiliária, associados aos grandes projetos de infraestrutura", conforme a resolução de julho passado.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Matrículas nas escolas estaduais de Mato Grosso começam segunda-feira-G1-MT

Serão abertas 450 mil vagas nas 727 escolas espalhadas pelo estado.
Escolas tradicionais são as mais procuradas pelos pais.


As matrículas nas escolas estaduais de Mato Grosso começam nesta segunda-feira (16). De acordo com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc), são 727 unidades escolares disponibilizando vagas para estudantes. Para 2012, o órgão prevê um aumento de 5% no número de alunos matriculados.
No ano passado, informou a secretaria, as escolas estaduais contaram com pelo menos 450 mil alunos. A Superintendência de Gestão Escolar da Seduc explicou que juntas todas as unidades escolares do estado têm vagas para os estudantes, porém nem sempre a vaga será na escola de preferência dos pais. Por isso, em Cuiabá, muitos pais estão acampados há dias na frente das escolas para garantirem as matrículas dos filhos.
Conforme a Seduc, a fila só ocorre porque todos os anos a população procura as escolas mais centralizadas e tradicionais de Cuiabá. No entanto, segundo a superintendente de Gestão Escolar, Catarina Cortez, é importante que os pais e os alunos priorizem as escolas localizadas nas proximidades das próprias residências. Só em último caso os pais devem procurar vagas longe dos bairros.